domingo, 16 de maio de 2021

FOI ELEVADO AO CÉU E SENTOU-SE À DIREITA DE DEUS

 

DOMINGO VII DA PÁSCOA – ano B – 16MAI2021 

MISSA

 ANTÍFONA DE ENTRADA – Actos 1, 11

Homens da Galileia, porque estais a olhar para o céu?

Como vistes Jesus subir ao céu, assim há-de vir na sua glória. Aleluia.

 

ORAÇÃO COLECTA

Deus omnipotente, fazei-nos exultar em santa alegria e em filial acção de graças, porque a ascensão de Cristo, vosso Filho, é a nossa esperança: tendo-nos precedido na glória como nossa Cabeça, para aí nos chama como membros do seu Corpo.

Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Liturgia da Palavra

 

LEITURA I – Actos 1, 1-11

« Elevou-Se à vista deles»

 

A Ascensão de Jesus é a última aparição do Ressuscitado que não só dá testemunho da verdade da Ressurreição, como faz compreender que Jesus vive agora na glória do Pai. A Ascensão manifesta assim o sentido pleno da Páscoa: depois de destruir o pecado e a morte com a sua Morte e Ressurreição, Jesus Cristo introduz o homem, que tinha assumido na Encarnação, na glória de seu Pai. O livro dos Actos dos Apóstolos, que apresenta a vida dos primeiros dias da Igreja, começa pela Ascensão do Senhor; assim nos é dado a compreender que a Igreja continua agora a presença de Jesus entre os homens, até que Ele venha, de novo, no fim dos tempos, para pôr o termo à história e nos sentar consigo à direita do Pai.

 

Leitura dos Actos dos Apóstolos

No meu primeiro livro, ó Teófilo, narrei todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar, desde o princípio até ao dia em que foi elevado ao Céu, depois de ter dado, pelo Espírito Santo, as suas instruções aos Apóstolos que escolhera. Foi também a eles que, depois da sua paixão, Se apresentou vivo com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando-lhes do reino de Deus. Um dia em que estava com eles à mesa, mandou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, «da qual – disse Ele – Me ouvistes falar. Na verdade, João baptizou com água; vós, porém, sereis baptizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias». Aqueles que se tinham reunido começaram a perguntar: «Senhor, é agora que vais restaurar o reino de Israel?». Ele respondeu-lhes: «Não vos compete saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade; mas recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra». Dito isto, elevou-Se à vista deles e uma nuvem escondeu-O a seus olhos. E estando de olhar fito no Céu, enquanto Jesus Se afastava, apresentaram-se-lhes dois homens vestidos de branco, que disseram: «Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu, virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu».

Palavra do Senhor

 

SALMO RESPONSORIAL – Salmo 46 (47), 2-3.6-7.8-9 (R. 6)

 

Refrão: Por entre aclamações e ao som da trombeta,

ergue-Se Deus, o Senhor. (Repete-se)

 

ou:

 

Ergue-Se Deus, o Senhor,

em júbilo e ao som da trombeta. (Repete-se)

 

 

Povos todos, batei palmas,

aclamai a Deus com brados de alegria,

porque o Senhor, o Altíssimo, é terrível,

o Rei soberano de toda a terra. (Refrão)

 

Deus subiu entre aclamações,

o Senhor subiu ao som da trombeta.

Cantai hinos a Deus, cantai,

cantai hinos ao nosso Rei, cantai. (Refrão)

 

Deus é Rei do universo:

cantai os hinos mais belos.

Deus reina sobre os povos,

Deus está sentado no seu trono sagrado. (Refrão)

 

LEITURA II – Ef 1, 17-23

«Colocou-O à sua direita nos Céus»

 

Sentando-se à direita do Pai, Jesus introduz a humanidade na comunhão definitiva com Deus. É este o fruto do seu sacrifício na Cruz, a comunhão com o Pai, e é a esperança de todos os que n’Ele crêem.

 

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Efésios

Irmãos: O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda um espírito de sabedoria e de revelação para O conhecerdes plenamente e ilumine os olhos do vosso coração, para compreenderdes a esperança a que fostes chamados, os tesouros de glória da sua herança entre os santos e a incomensurável grandeza do seu poder para nós os crentes. Assim o mostra a eficácia da poderosa força que exerceu em Cristo, que Ele ressuscitou dos mortos e colocou à sua direita nos Céus, acima de todo o Principado, Poder, Virtude e Soberania, acima de todo o nome que é pronunciado, não só neste mundo, mas também no mundo que há-de vir. Tudo submeteu aos seus pés e pô-l’O acima de todas as coisas como Cabeça de toda a Igreja, que é o seu Corpo, a plenitude d’Aquele que preenche tudo em todos.

Palavra do Senhor

 

ALELUIA – Mt 28, 19a.20b

Refrão: Aleluia (Repete-se)

 

Ide e ensinai todos os povos, diz o Senhor:

Eu estou sempre convosco

até ao fim dos tempos. (Refrão)

 

 

EVANGELHO – Mc 16, 15-20

 

«Foi elevado ao Céu e sentou-Se à direita de Deus»

 

Pela sua Encarnação o Filho de Deus desceu do Céu, fez-se homem, assumindo assim a condição de servo, e humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz; mas por isso Deus O exaltou, ressuscitando-O de entre os mortos e fazendo-O participar da sua glória, sentando-O à sua direita e dando-Lhe o nome que está acima de todos os nomes, o nome divino de Senhor: à humilhação na sua vida mortal corresponde agora a exaltação, que na Ascensão claramente se manifesta e nos milagres que se lhe hão-de seguir na vida da Igreja.

 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo, Jesus apareceu aos Onze e disse-lhes: «Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for baptizado será salvo; mas quem não acreditar será condenado. Eis os milagres que acompanharão os que acreditarem: expulsarão os demónios em meu nome; falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberem veneno, não sofrerão nenhum mal; e quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados». E assim o Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, foi elevado ao Céu e sentou-Se à direita de Deus. Eles partiram a pregar por toda a parte e o Senhor cooperava com eles, confirmando a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.

Palavra da salvação.

 

MEDITAÇÃO

 

A missão universal

Enviados pelo poder que Jesus recebeu do Pai, os apóstolos deveriam partir, dispostos a caminhar por todas as estradas do mundo, e a anunciar a Boa Nova da salvação a quantos encontrassem. Ninguém podia ser deixado de lado, pois a salvação é um direito de todos. O sinal de adesão a Jesus dar-se-ia no baptismo feito “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Seria a forma de vincular toda a humanidade com o Pai, por meio de Jesus, na força do Espírito Santo. Desta comunhão de amor deveria surgir uma humanidade nova, fundada na filiação divina e na fraternidade. Os apóstolos tinham como tarefa levar os novos discípulos a pautar as suas vidas pelos ensinamentos do Mestre. Nada de novas doutrinas! Bastaria ensinar os baptizados a observar tudo quanto Jesus lhes havia ensinado: nada mais do que amar a Deus e ao próximo, como fora explicitado no Sermão da Montanha. Pode-se perceber que este texto do evangelho de Marcos foi associado à festa da conversão de são Paulo por dois aspectos: pelo carácter essencialmente missionário do texto e pela alusão a “pegar em serpentes” como sinal do sucesso na missão, conforme o acontecido com Paulo, segundo a narrativa de Lucas, em Atos (28,3-6). Este texto faz parte do acréscimo tardio (Mc 16,9-20) ao evangelho de Marcos. Aqui é destacada a dimensão do poder como sendo a grande característica da missão. Assim nos deparamos com o poder excludente, com o destaque da condenação aos que não crerem e não forem baptizados. Também vemos a apresentação do missionário bem-sucedido como aquele que tem o poder do exorcismo e dos milagres. Contudo, a grande novidade em Jesus é a revelação do imenso amor misericordioso de Deus Pai. Deus despoja-se do poder para fazer-se amor para connosco. O próprio Paulo, por várias vezes nas suas cartas, deixa transparecer esse amor. “Que preferis? Irei a vós outros com vara ou com amor e espírito de mansidão?”. “O amor de Deus é derramado no nosso coração pelo Espírito Santo.” “Sede servos uns dos outros, pelo amor.” “O amor é eterno.”

 

 

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS

 

Recebei, Senhor, o sacrifício que Vos oferecemos ao celebrar a admirável ascensão do vosso Filho e, por esta sagrada permuta de dons, fazei que nos elevemos às realidades do Céu.

Por Nosso Senhor, Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

ANTÍFONA DA COMUNHÃO – Mt 28, 20

Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos. Aleluia.

 

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO

 

Deus eterno e omnipotente, que durante a nossa vida sobre a terra nos fazeis saborear os mistérios divinos, despertai em nós os desejos da pátria celeste, onde já se encontra convosco, em Cristo, a nossa natureza humana.

Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 


domingo, 9 de maio de 2021

AMAI-VOS UNS AOS OUTROS…

 

DOMINGO VI DA PÁSCOA – ano B – 09MAI2021

 


MISSA

 

ANTÍFONA DE ENTRADA – Is 48, 20

Anunciai com brados de alegria, proclamai aos confins da terra: O Senhor libertou o seu povo. Aleluia.

 

ORAÇÃO COLECTA

Concedei-nos, Deus omnipotente, a graça de viver dignamente estes dias de alegria em honra de Cristo ressuscitado, de modo que a nossa vida corresponda sempre aos mistérios que celebramos.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Liturgia da Palavra

 

LEITURA I – Actos 10, 25-26.34-35.44-48

«O Espírito Santo difundia-se também sobre os pagãos»

 

Nesta leitura contam-se os primeiros frutos da pregação do Evangelho entre os pagãos. A conversão e o baptismo do oficial do exército romano, de nome Cornélio, fez compreender aos primeiros cristãos, e particularmente ao próprio S. Pedro, que a graça de Jesus Cristo, anunciada no Evangelho, se destina a todos os homens, porque Deus a todos quer chamar à fé e à conversão.

 

Leitura dos Actos dos Apóstolos

Naqueles dias, Pedro chegou a casa de Cornélio. Este veio-lhe ao encontro e prostrou-se a seus pés. Mas Pedro levantou-o, dizendo: «Levanta-te, que eu também sou um simples homem». Pedro disse-lhe ainda: «Na verdade, eu reconheço que Deus não faz acepção de pessoas, mas, em qualquer nação, aquele que O teme e pratica a justiça é-Lhe agradável». Ainda Pedro falava, quando o Espírito desceu sobre todos os que estavam a ouvir a palavra. E todos os fiéis convertidos do judaísmo, que tinham vindo com Pedro, ficaram maravilhados ao verem que o Espírito Santo se difundia também sobre os gentios, pois ouviam-nos falar em diversas línguas e glorificar a Deus. Pedro então declarou: «Poderá alguém recusar a água do Baptismo aos que receberam o Espírito Santo, como nós?». E ordenou que fossem baptizados em nome de Jesus Cristo. Então, pediram-Lhe que ficasse alguns dias com eles.

Palavra do Senhor

 

SALMO RESPONSORIAL – Salmo 97 (98), 1.2-3ab.3cd-4 (R. cf. 2b

 

Refrão: O Senhor manifestou a salvação

a todos os povos. (Repete-se)

 

ou:

 

Diante dos povos

manifestou Deus a salvação. (Repete-se)

 

Cantai ao Senhor um cântico novo

pelas maravilhas que Ele operou.

A sua mão e o seu santo braço

Lhe deram a vitória. (Refrão)

 

O Senhor deu a conhecer a salvação,

revelou aos olhos das nações a sua justiça.

Recordou-Se da sua bondade e fidelidade

em favor da casa de Israel. (Refrão)

 

Os confins da terra puderam ver

a salvação do nosso Deus.

Aclamai o Senhor, terra inteira,

exultai de alegria e cantai. (Refrão)

 

LEITURA II – 1 Jo 4, 7-10

«Deus é amor»

 

A revelação última de Deus ao homem é a de que Ele é amor. E o testemunho de que é assim é o facto de Ele nos ter enviado o seu Filho, para que, por Ele, nos tornássemos filhos de Deus. Nesta fraternidade divina só o amor pode ser o móbil de toda a actividade entre os irmãos.

 

Leitura da Primeira Epístola de São João

Caríssimos: Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Assim se manifestou o amor de Deus para connosco: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que vivamos por Ele. Nisto consiste o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados.

Palavra do Senhor

 

ALELUIA – Jo 14, 23

Refrão: Aleluia (Repete-se)

 

Se alguém Me ama, guardará a minha palavra.

Meu Pai o amará e faremos nele a nossa morada (Refrão)

 

 

EVANGELHO – Jo 15, 9-17

 

«Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos»

 

Deus é amor. Ele revelou-Se como tal, principalmente ao dar-nos o seu Filho, Jesus, como nosso Salvador. A Igreja, que é o corpo de Jesus e a sua presença sobre a terra, tem como lei fundamental a lei do amor; tendo amor uns aos outros, os cristãos manifestam em si a própria vida de Deus, ao mesmo tempo que a comunicam.

 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. João

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Assim como o Pai Me amou, também Eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa. É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai. Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros».

Palavra da salvação.

 

MEDITAÇÃO

 

Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei

 

O fruto que a comunidade é chamada a produzir é o amor. Ora, Jesus não quer uma adesão de servos que obedeçam a um senhor, mas uma adesão livre, de amigos. E a amizade é dom: Jesus é o amigo que dá a vida pelos amigos. A missão da comunidade não nasce da obediência a uma lei, mas do dom livre que participa com alegria da tarefa comum, que é testemunhar o amor de Deus que quer dar vida. Enquanto nos sinópticos o mandamento de Jesus é o amor ao próximo, entendido como amor a todos os homens, inclusive os inimigos, em João exprime-se como amor recíproco entre os discípulos de Jesus, amor que, aparentemente, não transpõe os restritos limites da comunidade. A razão desta insistência de João (que aliás não exclui o amor universal) é porque ele vê este amor em seu fundamento, por assim dizer, metafísico: a íntima participação na corrente de amor que une o Pai ao Filho. Ora, esse amor, que parece consumar-se e exaurir-se dentro da comunidade, torna-se motivo de abertura e dinamismo apostólico, porque, por ele, os demais (os de fora) conhecerão quem são os discípulos de Cristo. Estas palavras de Jesus aos seus discípulos, na última ceia, nos envolvem na atmosfera do amor de Deus. Contemplamos entre Jesus e o Pai uma comunhão de amor à qual somos chamados a participar e gozarmos de uma alegria completa. Jesus, com suavidade, seduz-nos com o seu mandamento de amor: “amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. É uma tarefa humanamente impossível, mas que se torna viável, uma vez que o próprio Jesus nos escolhe e comunica o seu amor, com o dom de seu Espírito. A escolha de Jesus é universal. Quem a acolhe é chamado a dar frutos, vivendo o amor fraterno que entra em comunhão de vida com todos, sem exclusões. Com a perseverança na oração, o amor e a vida são fortalecidos, consolidando os laços comunitários. O apóstolo é testemunha da humanidade de Jesus e do seu amor comunicado às multidões com que se relacionava. Jesus foi enviado pelo Pai para comunicar o seu amor a toda a humanidade. Quem ama e permanece no amor tem a alegria plena, a qual brota a partir do dom da vida a serviço da própria vida do nosso próximo e irmão. Jesus dá-nos o seu maior mandamento, que contém todos os demais: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. Amar como Jesus nos amou é a maneira plena de amar!

 

 

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS

 

Subam à vossa presença, Senhor, as nossas orações e as nossas ofertas, de modo que, purificados pela vossa graça, possamos participar dignamente nos sacramentos da vossa misericórdia.

Por Nosso Senhor, Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

ANTÍFONA DA COMUNHÃO – Jo 14, 15-16

Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que vos mando, diz o Senhor. Eu pedirei ao Pai e Ele vos dará o Espírito Santo,que permanecerá convosco para sempre. Aleluia.

 

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO

 

Senhor Deus todo-poderoso, que em Cristo ressuscitado nos renovais para a vida eterna, multiplicai em nós os frutos do sacramento pascal e infundi em nossos corações a força do alimento que nos salva.

Por Nosso Senhor, Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 


domingo, 2 de maio de 2021

QUEM PERMANECE EM MIM E EU NELE DÁ MUITO FRUTO

 

DOMINGO V DA PÁSCOA – ano B – 02MAI2021 

MISSA

 ANTÍFONA DE ENTRADA – Salmo 97, 1-2

Cantai ao Senhor um cântico novo, porque o Senhor fez maravilhas: aos olhos das nações revelou a sua justiça. Aleluia.

 

ORAÇÃO COLECTA

Senhor nosso Deus, que nos enviastes o Salvador e nos fizestes vossos filhos adoptivos, atendei com paternal bondade as nossas súplicas e concedei que, pela nossa fé em Cristo, alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Liturgia da Palavra

 

LEITURA I – Actos 9, 26-31

«Contou-lhes como, no caminho, tinha visto o Senhor»

 

A conversão de Saulo, que depois adoptou o nome de Paulo, é momento decisivo na história da expansão do Evangelho. Uma vez tornado discípulo de Jesus, junta-se aos que já o eram há mais tempo, não sem que estes, a princípio, mostrassem reservas a seu respeito, tal era a fama que corria acerca do perseguidor da nova religião. Mas, apesar da perseguição de certos, a Igreja ia-se edificando, pois que o Senhor Jesus era a sua pedra fundamental e o Espírito Santo a alma que a animava.

 

Leitura dos Actos dos Apóstolos

Naqueles dias, Saulo chegou a Jerusalém e procurava juntar-se aos discípulos. Mas todos o temiam, por não acreditarem que fosse discípulo. Então, Barnabé tomou-o consigo, levou-o aos Apóstolos e contou-lhes como Saulo, no caminho, tinha visto o Senhor, que lhe tinha falado, e como em Damasco tinha pregado com firmeza em nome de Jesus. A partir desse dia, Saulo ficou com eles em Jerusalém e falava com firmeza no nome do Senhor. Conversava e discutia também com os helenistas, mas estes procuravam dar-lhe a morte. Ao saberem disto, os irmãos levaram-no para Cesareia e fizeram-no seguir para Tarso. Entretanto, a Igreja gozava de paz por toda a Judeia, Galileia e Samaria, edificando-se e vivendo no temor do Senhor e ia crescendo com a assistência do Espírito Santo.

Palavra do Senhor

 

SALMO RESPONSORIAL – Salmo 21 (22), 26b-27.28.30.31-32 (R. 26a)

 

Refrão: Eu Vos louvo, Senhor, na assembleia dos justos. (Repete-se)

 

ou:

 

Eu Vos louvo, Senhor, no meio da multidão. (Repete-se)

 

Cumprirei a minha promessa

na presença dos vossos fiéis.

Os pobres hão-de comer e serão saciados,

louvarão o Senhor os que O procuram:

vivam para sempre os seus corações. (Refrão)

 

Hão-de lembrar-se do Senhor e converter-se a Ele

todos os confins da terra;

e diante d’Ele virão prostrar-se

todas as famílias das nações. (Refrão)

 

Só a Ele hão-de adorar

todos os grandes do mundo,

diante d’Ele se hão-de prostrar

todos os que descem ao pó da terra. (Refrão)

 

Para Ele viverá a minha alma,

há-de servi-l’O a minha descendência.

Falar-se-á do Senhor às gerações vindouras

e a sua justiça será revelada ao povo que há-de vir:

«Eis o que fez o Senhor». (Refrão)

 

LEITURA II – 1 Jo 3, 18-24

«É este o seu mandamento: acreditar e amar»

 

A verdade de que fala a leitura engloba a fé e o amor, que tornam o homem amigo de Deus e dão paz ao coração. E estas virtudes não são apenas atitudes que residam na intenção e boa vontade, mas princípio activo que leva a realizar as próprias obras de quem crê e ama. Assim se entra em comunhão com Deus e se vive n’Ele e Ele vive em nós.

 

Leitura da Primeira Epístola de São João

Meus filhos, não amemos com palavras e com a língua, mas com obras e em verdade. Deste modo saberemos que somos da verdade e tranquilizaremos o nosso coração diante de Deus; porque, se o nosso coração nos acusar, Deus é maior que o nosso coração e conhece todas as coisas. Caríssimos, se o coração não nos acusa, tenhamos confiança diante de Deus e receberemos d’Ele tudo o que Lhe pedirmos, porque cumprimos os seus mandamentos e fazemos o que Lhe é agradável. É este o seu mandamento: acreditar no nome de seu Filho, Jesus Cristo, e amar-nos uns aos outros, como Ele nos mandou. Quem observa os seus mandamentos permanece em Deus e Deus nele. E sabemos que permanece em nós pelo Espírito que nos concedeu.

Palavra do Senhor

 

ALELUIA – Jo 15, 4a.5b

Refrão: Aleluia (Repete-se)

 

Diz o Senhor:

«Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós;

quem permanece em Mim dá muito fruto». (Refrão)

 

 

EVANGELHO – Jo 15, 1-8

 

«Quem permanece em Mim e Eu nele dá muito fruto»

 

A comparação entre o povo de Deus e a vinha é tradicional na Sagrada Escritura. Mas aqui é o próprio Jesus que Se apresenta como a videira, e aos seus discípulos como as varas da mesma. Tal comparação sublinha a identidade de vida, que, procedendo de Jesus, vivifica os membros da sua Igreja. Não se trata apenas de união exterior mas de comunhão de vida que d’Ele nos vem.

 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. João

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu sou a verdadeira vide e meu Pai é o agricultor. Ele corta todo o ramo que está em Mim e não dá fruto e limpa todo aquele que dá fruto, para que dê ainda mais fruto. Vós já estais limpos, por causa da palavra que vos anunciei. Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em Mim. Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer. Se alguém não permanece em Mim, será lançado fora, como o ramo, e secará. Esses ramos, apanham-nos, lançam-nos ao fogo e eles ardem. Se permanecerdes em Mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e ser-vos-á concedido. A glória de meu Pai é que deis muito fruto. Então vos tornareis meus discípulos»

Palavra da salvação.

 

MEDITAÇÃO

 

EU SOU A VIDEIRA E VÓS, OS RAMOS

 

A comunidade cristã não é uma instituição, mas uma participação na vida de Jesus. Unido a Jesus, cada membro é chamado a testemunhá-lo, colocando a comunidade em contínua expansão e crescimento. Servindo-se da imagem da videira, Jesus tira uma série de conclusões em relação ao seguimento cristão. Este pode ser definido como vida de comunhão com Jesus, sob o olhar amoroso do Pai, seu grande promotor, que propicia o relacionamento entre o Mestre e os seus discípulos. A acção do Pai compara-se à do agricultor que planta a vinha e cuida dela com carinho. Arranca os ramos secos, por serem estéreis, e poda os demais para que produzam maior quantidade de frutos. Da mesma forma, o Pai afasta para longe do Filho os maus discípulos, os que se recusam a dar testemunho de amor e não se empenham para fazer o Reino acontecer na História. Já os bons discípulos são motivados a cada vez produzirem mais frutos, mesmo que para isso tenham de ser podados. A poda, neste caso, poderia ser comparada à “limpeza” que elimina o que os impede de dar um testemunho autêntico, os resquícios de egoísmo, de maldade, de inveja e de sentimentos afins. O Pai cuida para que o discípulo permaneça unido a Jesus. Com isto, sente-se glorificado. Só assim é possível produzir frutos de amor e de justiça. Sozinho, será incapaz de dar muitos frutos como o Pai deseja; com Jesus, dará frutos que permanecem. No evangelho de João encontram-se várias autoproclamações figurativas de Jesus que revelam a sua proximidade de nós: “eu sou”... o pão vivo que desceu do céu, a luz do mundo, a porta das ovelhas, o bom pastor, a ressurreição e a vida, o caminho, a verdade e a vida, a videira verdadeira. Nesta última proclamação, a imagem da videira, embora mais característica de algumas culturas, é bem compreensível. A árvore comporta a poda, para frutificar mais, e os ramos, para dar frutos, devem permanecer unidos ao tronco. Afastar-se de Jesus é perder a vida. Permanecendo unido a ele, acolhendo e praticando as suas palavras e orando, entramos em comunhão de vontade com o Pai. O Pai é glorificado pela comunidade unida, comprometida com a justiça e transformando o mundo pelo amor. A íntima inserção dos ramos no tronco da videira é uma sugestiva imagem da unidade entre os discípulos e Jesus. O “permanecer” é repetido oito vezes neste texto, associado ao “dar fruto”. O permanecer em Jesus e no seu amor significa seguir os passos e a prática de Jesus, dando frutos de justiça e misericórdia e promovendo a vida no mundo, conforme a vontade do Pai. Nisto o Pai é glorificado. Permanecendo em Jesus, ele próprio permanecerá no discípulo, em comunhão de amor com o Pai. É o dom da vida eterna ao discípulo, a qual não lhe será tirada.

 

 

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS

 

Senhor nosso Deus, que, pela admirável permuta de dons neste sacrifício, nos fazeis participar na comunhão convosco, único e sumo bem, concedei-nos que, conhecendo a vossa verdade, dêmos testemunho dela na prática das boas obras.

Por Nosso Senhor, Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

ANTÍFONA DA COMUNHÃO – Jo 15, 1.5

Eu sou a videira e vós sois os ramos, diz o Senhor. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, dá fruto abundante. Aleluia.

 

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO

 

Protegei, Senhor, o vosso povo que saciastes nestes divinos mistérios e fazei-nos passar da antiga condição do pecado à vida nova da graça.

Por Nosso Senhor, Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.